domingo, dezembro 25, 2005

Boas Festas!

Apesar de este ser um período de festas e descanso, devemos tirar alguns segundos para refletir sobre os acontecimentos do passado e planejar o que queremos pro nosso futuro.
Quero aproveitar também e agradecer a audiência do blog, que agora no final, devido à falta de tempo, não pude postar mais nada.
E também desejar a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo! E que em 2006, o blog Consultório Empresarial vai continuar a disposição de vocês...

quarta-feira, novembro 02, 2005

Plano B, pra que?

Todos aqui já devem ter assistido algum filme, geralmente de ação, onde um determinado grupo militar havia planejado uma determinada situação, mas na prática foi completamente diferente. O que fez com precisassem fazer uso de um “plano B”, ou adaptar um às pressas.
Assim como nos filmes, as empresas que não possuem essa alternativa de planejamento correm sérios riscos de serem encurraladas e mortas por seus inimigos ou até pelo meio que estão (mercado e economia).
Imagina que você resolva fazer um investimento no setor produtivo da sua empresa (vamos supor que seja um frigorífico, e que vá comprar um equipamento que aumente o abate e processamento de carnes em 300 animais/dia). O mercado está em crescimento, com grande foco nas exportações e boa demanda também no interno. Pelo planejamento realizado, o próprio aumento da produção dará conta de do pagamento do maquinário. E você conseguirá pagá-lo em oito meses. Este ambiente favorável é levado em consideração e você opta por realizá-lo.
Depois de dois meses de bons resultados financeiros, surge uma suspeita de febre aftosa num estado vizinho, que é confirmada logo depois, e que mesmo não causando danos a saúde humana, interrompe as exportações, diminuindo ainda a demanda no mercado interno. Ou seja, tudo que havia planejado foi por água a baixo, e novas soluções terão que ser analisadas imediatamente para diminuir ao máximo possível as conseqüências dessa crise. Afinal, quem ia imaginar que isso ia acontecer?
É por isso que o “plano B”, “Plano C”, etc, é tão importante, e não só para administração de riscos, mas de sucesso também. Geralmente quando se analisa a viabilidade de um investimento em fundos e ações, são considerados: um ambiente otimista, um normal e um pessimista, para que assim o investidor tenha consciência do que está fazendo parte.
Tenha sempre outras cartas na mão, afinal, nunca se sabe a próxima carta que irá a mesa.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Estoques também podem ser prejudiciais!

Tivemos um período de grande inflação, como no caso de 1988, no qual chegou a aproximadamente 1000% ao ano. Nessa época os empresários utilizavam os estoques como vantagem competitiva e assim utilizar a inflação a seu favor, assim como consumidores que economizavam quantias consideráveis com isso. Felizmente isso acabou, mas acho que nem todos foram avisados.
Ainda são muito comuns as indústrias que mantém estoques exorbitantes, ou aquelas lojas que estão abarrotadas de produtos, muitos dos quais ela vai passar o ano todo e não venderá todos. Esses empreendedores são os típicos viciados em estoque. Sentem prazer em ver tamanha quantidade de matéria-prima ou as prateleiras cheias de produtos, e não ficam satisfeitos até verem todos os espaços vazios preenchidos. Claro que existem casos de falta de conhecimento e inexperiência, mas a questão é que isso também é uma doença empresarial.
Além dessa, só há outras duas maneiras de se perder dinheiro: comprar algo que você nunca irá usar e sair por aí rasgando, ou queimando, suas cédulas. Por mais que você acabe vendendo a mercadoria um dia, os custos que você teve: estocando (porque eles existem), a desvalorização do produto e do capital investido, entre outros, farão com que não consiga recuperar o dinheiro empregado e sem contar os gastos adicionais.
Não estou falando também para não terem estoques, mas analisem fatores como: a demanda do produto, o intervalo médio entre a realização do pedido até a entrega da mercadoria, a demanda diária dela, ou a média semanal, para aí sim fazerem optarem pela quantidade a ser comprada, levando em consideração ainda um tanto a mais, como segurança (o chamado: “estoque de segurança”, cuja função é manter a funcionalidade da produção caso algum problema, ou atraso, aconteça com a entrega).
O recomendado é que faça algum curso em administração de estoques, ou que alguém que conheça o assunto o ajude a definir a quantidade ideal da sua empresa, pois ela varia de negócio a negócio. Um bom curso é aquele que ensinará você a analisar:
• A quantidade de estoque a ser comprada e qual deve ser o estoque de segurança;
• A reserva, ou seja, o ponto onde você deverá fazer o pedido de compras;
• Se será viável comprar uma quantidade superior, mesmo com preços promocionais;
Esteja alerta, administrar suas compras é tão importante quanto qualquer outro processo dentro da empresa.

terça-feira, outubro 25, 2005

O desafio de se autodesafiar

A máxima “vou para aonde a maré me deixar” apresenta outro erro muito comum das pequenas empresas. O fato de você não interferir no destino da mesma certamente diminuirá qualquer chance de sucesso. O prazer de se dirigir um negócio está no ciclo:

  1. estabelecimento de metas futuras;
  2. planejamento das medidas que serão aplicadas e dos possíveis riscos;
  3. desenvolvimento de estratégias (tanto para um ambiente favorável e outro nem tanto);
  4. execução e acompanhamento do plano;
  5. na análise dos resultados obtidos, e definição de novos objetivos.

Obviamente que para que isso seja implantado na empresa, é fundamental que você tenha controle sobre as informações dos departamentos de sua empresa, ou então, que sejam decididas numa reunião com todos os gerentes e responsáveis, já que cada setor tem seus potenciais e limitações e deve ser levado em questão e analisado cuidadosamente. Não adianta você querer aumentar as vendas, se a produção não atende essa demanda e vice-versa.
Exemplos disso podem ser: aumento de faturamento de um mês para outro, diminuição de custos ou despesas, aumento da margem de contribuição (diferença entre receitas e custos), aperfeiçoamento de processos, entre outros.
Crescemos na vida nos autodesafiando, e se o fizer na sua empresa, de maneira sensata e planejada, não será diferente.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Empresa como um filho

Constituir uma empresa é muito mais do que trabalhar por si próprio. É preciso amar o que faz, conhecer muito bem o ramo pretendido e ter pulso firme para administrar responsabilidades cada vez maiores. É estar preparado para acertar, como também pra errar e começar do zero, e o principal, estar disposto a trabalhar muito.
A empresa é como um bebê, que depende de você pra tudo, além de frágil e imprevisível, quando você menos esperar ela pode estar precisando de seu total esforço para reverter uma situação. Contudo, por mais arriscado que seja, as recompensas que dela podem vir são infinitas. Só que tenha consciência que você não chegará nem perto dela sem dedicação e trabalho duro.
Esteja preparado para sacrificar fins de semana, gastos supérfluos, entre outros fatores que seduzem os futuros empreendedores. Essa visão de que os grandes empresários vivem sob sombra e água fresca é equivocada. Quanto maior a empresa, maiores serão as responsabilidades e desafios dos seus proprietários, e muitas vezes os benefícios de ter uma empresa gigante não recompensam a ausência da família, entre outros.
Portanto, se você quer abrir um negócio apenas por abrir, ou buscar algum tipo de refúgio nele, não o faça, pois estará pondo o mesmo em grande risco de vida.

sábado, outubro 22, 2005

Modelo de Controle Financeiro para micro-empresas

A inexistência de um planejamento financeiro é muito mais freqüente do que muitos imaginam. Assim como as empresas que o fazem mas não relacionam e muito menos interpretam os resultados obtidos nesse controle, jogando fora um precioso material.
Esse assunto dominou a minha caixa de e-mail, muito dos quais questionando como começar esse controle Financeiro, e até mesmo das finanças pessoais. A partir disso, resolvi montar um modelo simples, que desse uma noção a esses empreendedores.
Contudo, para não confundir a cabeça de quem está conhecendo isso pela primeira vez, enfoquei apenas na implementação do modelo, incentivando uma interpretação também básica do mesmo. Claro que se você que tem um departamento financeiro na sua empresa, ou um profissional específico para isso, talvez lhe sirva apenas para comparação, e olhe lá, às vezes nem isso. Agora se você NÃO faz uma administração de movimentação de caixa, contas à pagar e receber ou controle bancário, ele é essencial a sua empresa.
Da mesma maneira que procurei deixar claro no modelo, faço o mesmo aqui, lá está contido o primeiro passo de um processo que deve ser levado a diante. O propósito disso tudo é estimular o aprendizado e fazer com que você desenvolva suas habilidades como gestor, aumentando assim a qualidade de vida do seu negócio, assim como o seu prazer em administrá-lo.
Façam bom uso do mesmo, e para aqueles que tiverem dúvidas, ou entrem em contato comigo ou peçam ajuda a alguém que conheça. Preste bastante atenção nas considerações inicial e final.

1. O arquivo pode ser copiado por aqui: http://rapidshare.de/files/18203040/Controle_Financeiro.zip.html
(na página que entrar, clique no botão free, você irá a outra página. Espere os 21 segundos e clique no nome do arquivo com o botão direito do mouse e salvar como)

2. Ele está compactado no formato zip e contem dois arquivos, um que explica como utilizar e para que serve, e outro com tabelas em branco para a sua utilização. Se não tiver nenhum programa para descompactá-lo, pode baixar um aqui.

3. O programa para visualização do modelo é o acrobat reader, se você não o tiver, pegue o aqui.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Excelente funcinonário problema

Em primeiro lugar quero aproveitar e agradecer a Raquel por participar do processo produtivo do blog, a sua dúvida é a minha matéria-prima. Obrigado!
Um dos maiores desafios dentro da empresa está na administração de pessoal. Lidar com funcionário é complicado porque o que agrada um, não surte o mesmo efeito em outro. Mesmo que ambos compartilhem de uma mesma idéia, a maneira que cada um a interpreta é diferente. O que por si só já exige que cada caso seja analisado individualmente. Só que o “x” da questão não está nisso, e sim nas conseqüências da sua atitude no indivíduo, na equipe e nos demais funcionários.
O recomendado é que problemas envolvendo: funcionário e funcionário, funcionário e cliente, funcionário e empresa (Cultura Organizacional) ou cliente e empresa, tenham os seguintes pontos levados em consideração: o que levou a acontecer isso (não somente o problema em si) e a opinião de ambos os lados.
Claro que fatores como reincidência ou grande número de reclamações agilizam bastante a tomada de decisão, mas o que fazer quando se trata de um excelente empregado?
Eis alguns passos que podem ser seguidos:

  1. Primeiramente, análise a freqüência e a gravidade do problema;
  2. Se aproxime dessa pessoa, não estou falando em virar o melhor amigo dela, apenas interaja mais, seja simpático e demonstre interesse. O objetivo disso é fazer com que ela se abra quando vocês forem discutir aquele assunto;
  3. Escute e entenda o que ela tem a dizer, a dificuldade pode não estar nela e sim na outra pessoa;
  4. Daquilo que foi relatado, repita o que você entendeu e confirme com ela se é realmente isso (pode ser repetido nos próximos passos);
  5. Tente ir além do problema. Ele sempre vai estar relacionado a causas internas (insatisfação com o trabalho, diferenças dentro da empresa, etc) ou externas (família, situação financeira, entre outros);
  6. Seja honesto e objetivo;
  7. Pergunte como ele solucionaria isso. Se for algo que não possa ser feito, negocie com ele e sugira algo, o importante é que ambos saiam satisfeitos;
  8. Se mesmo assim os problemas continuarem o desligamento da empresa passa a ser uma hipótese a ser estudada.

Reflita sobre isso:
“Assim como certas pessoas tiram o seu melhor, outras o seu pior, mas só você pode tirar o melhor do pior de alguém. É uma questão de entender de onde ela vêem e como trabalhar com ela”.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Depois dizem que o ponto não faz diferença!

Vocês sabiam que por volta de 4% dos novos empreendimentos não vão pra frente por causa da má localização? A escolha do lugar é um fator tão importante quanto os demais, e portanto, deve ser muito bem analisado. Ou quer arriscar vender sorvete no Pólo Norte e aquecedores na África. Claro que esses exageros são mais para fixar essa idéia, mas pensa bem, será que uma loja de grife iria para frente se estivesse na periferia, ou o inverso, as chances de ambas fracassarem seria muito grande, por mais que o ponto comercial em si fosse ótimo, talvez não seja tão bom assim para o seu tipo de negócio ou para o seu mercado de atuação.
E não estou falando apenas do espaço físico, não. Você compraria em uma loja virtual cujo endereço fosse de um domínio público, como o cjb.net, entre outros? Se fosse um valor inferior a R$ 20,00 poderia até comprar. Contudo, e se fosse um valor muito superior, será que compraria? A maioria não. Ah, quero aproveitar e deixar claro que não tenho nada contra os aqueles que utilizam os serviços desses domínios gratuitos, contudo, com os níveis de fraude na Internet, os domínios registrados (nome.com.br) trazem uma maior segurança ao consumidor.
No caso de industrias, quando mais longe você estiver da fonte da matéria-prima e do seu principal mercado consumidor maior o preço de venda, o que será uma desvantagem contra um concorrente que esteja mais próximo. Um exemplo disso é você abrir uma empresa de água de coco no Rio Grande do Sul, sendo que o principal mercado consumidor é a região sudeste, e no nordeste se encontram os principais produtores. Se você não fizer um milagre nos seus custos de produção, nunca conseguirá entrar competitivo nele.
Então, antes de ir alugando qualquer espaço, pense bem se esse lugar, ou essa região, pode prejudicar de alguma maneira o seu negócio.

domingo, outubro 16, 2005

Vamos aumentar o feedback?

O objetivo do blog Consultório Empresarial é de estimular o interesse dos empresários e empreendedores a análise do próprio negócio na busca do aperfeiçoamento nos processos e na gestão empresarial.
Da mesma maneira que falo sobre temas que acho pertinentes, gostaria que você também sugerisse algum, ou mandasse alguma dúvida e até mesmo alguma situação para análise.
Assim como falo a todos que me escrevem, a consulta virtual não possui a mesma eficácia daquela feita pessoalmente, contudo procurarei indicar alguns pontos para possível verificação, algumas dicas ou até mesmo recomendar algum serviço especializado.
Pode criticar, elogiar, fazer sugestões, mandar um oi, o que você quiser.
O e-mail é: consultorioempresarial@gmail.com , estarei esperando...

sábado, outubro 15, 2005

Aprendendo a aprender

Fala se muito em estimular o empreendedorismo, mas nada relacionado à educação do empreendedor. Isso se reflete nas altas taxas de mortalidade empresarial do nosso país. Em média 50% das empresas fecham suas portas após dois anos de atividade, e 60% após quatro anos. Essas taxas são altas demais, principalmente se levarmos em conta os prejuízos financeiros, psicológicos e sociais que isso acarreta.
Tal ambiente se agrava mais devido à falta de uma conscientização coletiva em prol dos serviços de consultoria e apoio empresarial, sendo que em muito dos casos o empresário acaba procurando esse profissional quando seu negócio já está em fase terminal, restando poucas alternativas para inverter a situação.
Assim como existem meios de prevenir certas doenças, podemos fazer o mesmo com aquilo. Órgãos como: Sebrae, Senac, Senai, entre outros, disponibilizam cursos, palestras, informações e diversos outros serviços importantíssimos para o bom funcionamento do seu negócio. Em alguns casos até gratuitos e à distância (como é o caso do IPGN, Análise e Planejamento Financeiro e o Aprendendo a Empreender; todos do sebrae). Esse é o tipo de investimento que você e seu negócio precisa, faça a sua parte!

Sites relacionados:
http://www.sebrae.com.br/ Site nacional do SEBRAE, no site do seu estado você encontrará os cursos disponíveis na sua região.
http://educacao.sebrae.com.br/ Site dos cursos online prestados pelo sebrae, com informações de cursos presenciais.
http://www.senac.br/ Site nacional do SENAC, no site do seu estado você encontrará os cursos disponíveis na sua região.
http://www.senai.br/ Site nacional do SENAI, no site do seu estado você encontrará os cursos disponíveis na sua região.

Obs: EAD é o termo utilizado para educação à distância, você podera encontrá-lo nessas páginas.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Ansiedade, o mal de todo empreendedor

Outro erro muito comum dos empreendedores é querer investir no principio do negócio, seja com a compra de um equipamento ou de um bem, sendo que o negócio nem saiu do papel ou ainda não tem sustentabilidade suficiente para arcar com tal compromisso.
Desse posso falar por experiência própria. Há alguns anos atrás, na ânsia de começar logo um negócio, acabei comprando um aparelho que me beneficiaria bastante no que estava pretendendo, porém, o negócio acabou não vingando e tive que achar outra finalidade para aquele que havia comprado. Por mais que tivesse capital pra adquiri-lo, foi um capital mal aplicado e que não me trouxe retorno algum, o que de certa forma me inspirou no trabalho que faço atualmente.
Só que existem casos piores que o meu, de pessoas que financiam, ou emprestam, para comprar algo que julgam importante para o negócio, e muitas vezes ele não é tão essencial assim, e acabam perdendo o capital emprestado e o próprio bem.
O bom é investir no negócio conforme a necessidade, e este submetido a um projeto de viabilidade e planejamento, tanto financeiro como operacional. Estejam alertas com essas miragens que aparecem em nosso caminho, o cenário pode ser paradisíaco, mas você pode acabar achando seu túmulo lá.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Cuire avec classe

Vocês acreditam que existem empreendedores que resolvem abrir uma empresa sem conhecer nada sobre o negócio pretendido? Pois existem, e aos montes e eu os chamo de empreendedores Kamikazes.
É como se você quisesse fazer Molho Saboyon sem saber os ingredientes. As chances de alcançar o resultado esperado seriam mínimas. Ahn, já ia me esquecendo, esse molho é recomendado para peixes refinados, de sabor suave, e seus ingrediente são: caldo de peixe, salsa, louro, aipo, gemas de ovo, limão e sal.
A importância de entender o ramo do negócio vai além impedir a morte precoce da empresa e evitar erros no processo de produção, cria uma vantagem competitiva, já que tendo domínio sobre o tema, você estará sempre desenvolvendo o mesmo, e um passo a frente dos outros.
Outra coisa que é muito comum é aquele que sabe todos os ingredientes, mas são sabe quanto tempo eles devem ficar no fogo ou pra que tipo de prato ele serve. Ou você conhece ou não, meio termo é coisa de preguiçoso, e se tem uma coisa que o mercado não aceita é empresas vagabunda.
Espero que tenham aprendido a “lição” de hoje, e não se esqueçam: antes de fazer um prato, dêem uma olhada na receita, afinal, ela não esta lá à toa. Bon Appétit!

quinta-feira, setembro 22, 2005

A cadelinha com sua cria e você em seu mercado de atuação

Diversas vezes já fui questionado o que mata uma empresa, e sempre respondo da mesma maneira: “n” motivos podem matá-la, mas é tudo conseqüência das decisões do empreendedor. Um erro muito comum, e fatal, é iniciar um empreendimento sem analisar o mercado que este estará inserido.
Vamos comparar um determinado mercado com uma cachorrinha que acabou de criar, e cada loja seja um filhote, e ela possa amamentar apenas seis. Se ela tivesse três filhotes cada um teria leite suficiente para acabar com a fome, e se desenvolver mais que o normal. Se tivesse seis não passariam fome, mas não se desenvolveriam como aqueles três. Contudo, se fossem oito, ou dois morreriam ou quatro passariam fome, pois não haveria leite suficiente para todos. A mesma coisa acontecesse com o mercado, quanto mais lojas mais saturado ele fica.
No interior, que é onde ocorre um descaso ainda maior por parte dos empreendedores, essa prática se torna ainda mais freqüente. Já vi firmas que duraram três meses de existência, outras que duraram um pouco mais, mas mesmo mudando o ramo não conseguiram penetrar no outro mercado. Confesso que alguns poderiam até ser considerados especialistas e relatar de maneira muito mais “técnica” que a minha, tamanha a experiência no assunto.
Assim como tudo, desde que seja diagnosticado no principio, até nesses casos existe um remédio, e sua fórmula é bastante simples: faça o que as outras empresas não fazem. Invista nos seus pontos fortes e torne os pontos fracos das concorrentes os seus fortes. Crie um diferencial, algo atrativo, que chame a atenção dos consumidores, enfim, seja o que os outros não são.

A importância da fidelização dos clientes

Toda vez antes de atender mal um cliente, pense em quanto ele poderia gastar no seu negócio na vida toda, certamente você vai chegar e atendê-lo com o maior sorriso no rosto. Mas vai que você ta num dia mal humorado, sua vida pessoal ta ruim, o Rex morreu, sua mulher te traiu com o português da venda, analisando melhor o Juninho até que ele lembra o gajo, e para completar, o cheque especial está no negativo. Você vai para o trabalho morrendo de raiva. Mal abre as portas e observa que o teu cliente chato está se aproximando, aquele que põe defeito em tudo, mas compra com você já fazem cinco anos. Só que você está com tanta raiva, que descontaria nele tudo que está entalado na sua garganta... Você imaginou o quanto te custaria perdê-lo, mas mesmo assim continua dizendo que vai socar a cara do desgraçado na hora que ele reclamar que a página dois do caderno da cultura ta borrada, e isso que você sabe que ele nem lê essa parte. Antes de fazer essa besteira, ao invés de imaginar, pegue um papel e faça as contas de quanto ele gastará com você pela vida toda. Você tem uma banca de revistas e todo dia esse fulano gasta dois reais comprando o jornal. Pra ficar um calculo mais simples, vamos supor que todos os anos tenham 365 dias e que o preço seja sempre de dois reais cada jornal, e que esse cliente viva mais 40 anos. Num ano esse cliente chato gastará R$ 730,00 na seu negócio, em média R$ 61,00 por mês. Em quarenta anos ele gastará R$ 29.200,00. Por mais chato que ele seja, certamente eu colocaria meu maior sorriso no rosto e atenderia ele da melhor maneira possível.
A questão é, não importa o negócio que você tenha, o atendimento ao cliente deve ser uma das suas prioridades, e não só na hora da venda, o pós venda é tão importante quanto, isso se não for até mais. Tornar um cliente fiel a sua empresa, ou ao seu produto, não é fácil, mas se você conseguir, certamente você será muito bem recompensado por isso, afinal, ele não comprará só aquilo de você e certamente te recomendará a outros. É a melhor estratégia de marketing que existe.

Você pode estar sendo caçado!

Atenção ditadores de plantão, seus dias nas empresas estão contados, até mesmo os proprietários! Não existe, digo, está em extinção essa liderança ditatorial, nas grandes empresas já não se encontra, restando ainda um grande foco nas micro e pequenas.
Esse tipo de liderança podia até funcionar a algumas décadas atrás, afinal, na maioria das vezes o executivo tinha muito mais conhecimento que o funcionário, afinal, este mal sabia ler e escrever e tinha que ser direcionado dessa maneira. Só que hoje, a maioria dos profissionais no mercado ou tem mais conhecimentos que o aquele ou é especialista em uma área que o chefe não seja tão bom assim.
O líder de hoje é aquele que sabe conduzir uma equipe, ou empresa, aproveitando a capacidade de cada funcionário, transformando a competência do subornado em resultados. Não é porque ele é o líder, que ele tem que ser melhor do que todo mundo. Nos grandes centros, não é difícil achar um gerente que não nem o segundo grau completo, liderando uma equipe de graduados e pós-graduados.
Para quem acompanhou o programa Aprendiz 2 da People and Arts e Record, sabe muito bem o que estou falando. A final foi entre um candidato que sabia conduzir muito bem seus companheiros de equipe e tirar o melhor de cada um deles, e uma excelente profissional, que fez com maestria todas as tarefas pedidas, terminando invicta, só que passava por cima de todo mundo. Eles concorriam a um cargo de executivo e ganhou aquele que sabia lidar com gente. Afinal, a matéria prima da empresa são as pessoas, por mais que aquela candidata fosse mais eficiente, a maneira dela tratar seus subordinados, acabaria desmotivando-os e não compensando os resultados que ela poderia produzir. Imaginem bem: enquanto ela rendesse 200% para a empresa, os outros funcionários renderiam no máximo 100%, enquanto que o outro renderia 100% e os funcionários 150%. É uma conta óbvia, a segunda opção certamente alcançaria melhores resultados para a empresa.
Escolhe o tipo de líder que você deseja ser, mas tome cuidado, dependendo de qual for, pode ter alguém com uma arma apontada a você.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Erro ao quadrado

Muitas empresas têm consciência das conseqüências de um erro, mas pecam em como e onde decidem combatê-lo. É o caso de uma empresa têxtil que visitei.
Quando cheguei à empresa, me chamou a atenção o stress da funcionária que me recebeu, e enquanto aguardava ser atendido pelo empresário, fiquei observando-a.
A mulher não parava! Ela acumulava as funções de vendedora interna, recepcionista e telefonista (trabalhando com aquelas centrais telefônicas e tudo). Seria uma tremenda sacanagem se falasse aqui alguma mal dela, mas com esse acumulo de cargos, só se ela tivesse um clone para conseguir realizar eficientemente todas essas funções. Essa situação se encaixa perfeitamente com o post anterior, no sentido de observar a empresa com mais afinco, mas a solução nesse caso seria a contratação de alguém.
Voltando ao assunto deste, comecei a ler o quadro de avisos, que é um dos melhores lugares para você começar a analisar a empresa, pois sempre há informações úteis, e um deles continha um texto semelhante a este: “Não demorem em suas ligações, estamos perdendo 30% das vendas por esse motivo”.
Só que o problema não estava na demora das ligações, e sim no acúmulo de funções sobre a telefonista. Nos tempo que fiquei aguardando, a empresa perdeu três ligações que contei, isso em alguns minutos. Imaginem no decorrer do dia, da semana, do mês.
Conduzir uma empresa é o mesmo que dirigir um carro, se você não sentir o carro como uma extensão do seu corpo, você nunca vai identificar a tempo um defeito/problema que este possa estar tendo. E no caso de você não conseguir resolvê-lo, mande pra um especialista. Afinal trocar o pneu é fácil, mas vai tentar fuçar no motor pra você ver no que vai dar...

segunda-feira, setembro 05, 2005

Aumentar produtividade com contratação, nem sempre uma boa opção!

Foi se o tempo que a quantidade funcionários era fator essencial para produtividade. Quando criança, um dos meus sonhos era construir um grande império industrial com o máximo de funcionários que pudesse contratar, achando que isso era o suficiente para uma produção eficiente e em larga escala. Hoje sei que essa não é a melhor opção, mas existem muitos empreendedores que ainda pensam assim, e é sobre um desses que farei relato.
Trata-se de uma empresa familiar de venda e manutenção de equipamentos eletrônicos. Conheço o proprietário e os funcionários há anos, respectivamente o pai e o casal de filhos. O Pai ficava com vendas externas, a filha no atendimento e vendas internas, e o rapaz na manutenção e visitas externas.
Há uns três meses fui fazer um pedido e fiquei surpreso ao ver mais um funcionário na empresa. Quando retornei para buscar o que havia comprado, achei o proprietário na loja e começamos a conversar sobre o novato. Disse-me que estava lá há um mês, que era um bom rapaz, e que o tinha contratado para dar uma maior autonomia aos filhos para que pudessem realizar outros afazeres externos, resumindo, ele seria o cão de guarda da loja quando os outros dois estivessem fora. Além disso, queria dar mais responsabilidades aos filhos, buscando agilizar e melhorar os processos na empresa.
Conhecendo a empresa como conhecia, comentei que aquilo não era necessário, que seria muito mais vantajoso para ele alocar as responsabilidades em cada um, de maneira que um ficasse com somente com as externas enquanto que o outro ficava com as internas, ou então, fazer um rodízio, para que ambos pudessem aprender as mesmas funções. Ainda alertei que mais um funcionário deixaria os três ociosos demais, o que ia representar numa menor produtividade. Até porque, a demanda da loja era insuficiente para isso. Enfim, ele resolveu arriscar e acabou pagando pelo erro. A empresa não fechou, pagou ao estagiário mesmo.
Esse é um dos erros que costumo comparar com o vírus da AIDS, sua empresa não vai morrer dele, mas a deixará tão enfraquecida, que uma simples “gripe” pode acabar matando-a. Nesse caso, por ser um faturamento “pequeno”, o empresário logo percebeu onde estava o erro, mas se fosse uma empresa maior certamente demoraria muito mais para corrigi-lo, isso se descobrisse. É por isso que recomendo a vocês que analisem muita bem a necessidade da contratação, muitas vezes é muito mais econômico e produtivo atribuir mais funções a alguém do que contratar uma nova pessoa. Para isto, basta observar mais a sua empresa e seus funcionários.

sábado, setembro 03, 2005

Na empresa, planejamento é tudo!

Aquele que nunca fez algo sem planejar não sabe o que está perdendo. Dá uma empolgação, uma jovialidade típica de adolescente, enfim, é revigorante. Contudo, no decorrer dessa aventura pode acontecer alguns imprevistos que podem acabar terminando essa aventura com uma tremenda dor de cabeça, mas as vezes, acaba compensando apesar de tudo que passou, afinal, é uma vez na vida o que tem de mais.
Só que a situação se inverte completamente quando se trata da sua empresa. Administrar sem planejamento é querer fazer uma viagem de 100km, estando o medidor de gasolina do carro com defeito, e você não faz a mínima idéia de quanto de combustível tem. Você correrá um grande risco de ficar na estrada.
Em uma definição bem simples, planejamento é estar preparado para o possa vir acontecer no futuro. É como se fazer uma compra programada, você saberá quanto terá que pagar a durante os meses, e assim controlará seu orçamento.
Conduzir uma empresa sem planejamento é um risco muito grande para o empresário, e é totalmente desaconselhável. Tenham sempre esse pensamento na cabeça de vocês: tudo que fazemos hoje refletirá amanhã no nosso negócio. Mãos a obra, administrem seus negócios com inteligência e não se esqueçam do planejamento!

Minha visão dos fatos políticos.

É impossível não comentar os fatos que estão assolando a política no nosso país. Não quero defender ninguém, mas é ignorante aquele que acha que isso é um assunto isolado do PT. Ou pior, que nossos parlamentares, aliados governistas ou não, não funcionam movidos a dinheiro (os constantes aumentos dos salários e “auxílios-qualquer coisa” deles que respondam por si só). E qual a procedência desse dinheiro? Dói-me o coração dizer que somos nós que pagamos esses absurdos de salários, contudo esses mensalões da vida são provenientes de lobistas (representantes da elite econômica) que “argumentam” aos políticos para aprovação de assuntos que lhes favoreçam, ou veto para os que não.
O que mais me impressiona é o interesse da mídia nesse assunto, o que me vem logo a cabeça o episódio do impeachment do presidente Fernando Collor (que foi eleito e arrancado do governo por ter ido contra as expectativas da esfera prateada). Mas o que teria feito o PT, ou o presidente Lula, que possa estar ocasionando tudo isso?
Vários são os motivos, assim como os interessados neles. Mas dois me chamam mais a atenção. Um deles pode ser porque o governo pretendia adotar um sistema de "censura light" o que não foi aceito pelo STJ, mas se fosse aprovado, atingiria em cheio os jornalistas e a TV manipuladora de massas. Mexeram no vespeiro, agora agüentem as picadas.
Outro seria que a partir de 2006 devem ser votados as cláusulas que interessam os EUA na ALCA (que inicia-se light já em janeiro de 2006), e com a reeleição de Lula, seria um obstáculo aos interesses norte americanos (por mais que o ele tenha se mostrado mais de centro-esquerda do que outra coisa, ainda acredito que ele defenderia muito mais nossos interesses do que um governo de direita, leia-se PSDB e PFL). Outro assunto que preocupa os americanos é a proximidade do presidente brasileiro com Hugo Chávez e Fidel Castro, que são seus inimigos confessos e poderiam se fortalecer com a entrada do líder da América do Sul. A imprensa entraria nisso como meio enfraquecimento do governo, o que não está acontecendo, e poderia ser recompensada com prêmios internacionais (a Rede Globo foi indicada a um prêmio comparado ao Oscar por uma reportagem pelo jornal nacional, mas até a publicação deste não encontrei nada que pudesse confirmar isso) ou incentivos fiscais e financeiros no próximo governo.
Talvez esses nem sejam os motivos, e possa estar escrevendo "teorias de conspiração" aqui, como pode também haver algo muito superior por trás disso tudo. O que nós não podemos fazer é nos ater somente aos fatos publicados na mídia, pois se realmente fosse favorável a população, não estaria sendo veiculado diariamente da forma que está sendo. Vamos esperar pra ver se tudo não acaba em pizza, e independente disso, votar com sabedoria nas próximas eleições.

segunda-feira, agosto 29, 2005

A muvuca das contas.

Esses dias conversava com um micro-empresário, quando o responsável pelo departamento financeiro levou o talão de cheques da empresa para assinar e assim enviar o boy a sua jornada de pagamentos.
Até aquele momento tudo estava aparentemente normal, é comum os micro-empresários acumularem todas as funções decisivas neles mesmos. O problema foi quando o proprietário perguntou se naquele total já estavam incluídas as contas de água e energia elétrica da casa dele e a anuidade do colégio dos filhos.
Esse pra mim é um dos principais erros das micro e pequenas empresas. A partir do momento que o fluxo de caixa vira uma extensão do cheque especial da pessoa física, o empresário perde toda a noção dos reais resultados obtidos pela empresa.
Quando isso acontece, enquanto ele não separar as obrigações das pessoas física e jurídica da conta de pagamentos da empresa, não adianta empréstimos, financiamentos, nem ganhando na mega sena ele vai conseguir livrar a empresa do fantasma da falência. Até porque, nos custos dos produtos/serviços não estão incluídos tais despesas, e assim o lucro que o empresário esperava não será alcançado.
Assim como ele não tem essa separação das contas, nada impede que ele faça novas contas, e é o que geralmente acontece. Depois ele ainda reclama do Joãozinho, o técnico da manutenção, que vive avisando o patrão que precisa fazer investimentos que as máquinas "tão indo pro pau", e este sempre manda o pobre funcionário se virar, pois a empresa tá no vermelho e a produção não pode parar; ou então fala mal da Mariazinha, que chega atrasada, confesso, mas que faz seu trabalho render por dois. E assim como esses, demite outros dez bons funcionários e acha que seu problema estará resolvido. Pelo contrário, piora...
Ele então consegue um empréstimo bancário, e acha que sua firma está salva, com juros entre 60%/ano. Alivia momentaneamente a situação da empresa, com certeza, mas quando termina aumenta ainda mais aquele "bolo".
Agora, além das contas da empresa, do empresário e participam dessa “festa” as obrigações do empréstimo, com juros sobre juros, que aumenta, e aumenta...
E o empresário tentando resolver o problema, cortando funcionários, custos de matéria-prima, enfim, tudo que pode... e continuando a pagar as contas do seu cartão de crédito com o dinheiro da empresa, digo, com o limite do cheque especial dela.
Aposto que se a coitadinha fosse viva, ela procuraria um emprego ou então se suicidava, porque assim não há cristão, evangélico, muçulmano, etc, que agüente. Quando chega nesse ponto, já não existe muita coisa a se fazer. Ou o empresário diminui seu padrão de vida e tenta salvar a empresa, o que dificilmente acontece, ou ele fecha e acaba assim com mais uma pessoa jurídica morta no nosso país.
Enfim, misturar contas da empresa com as pessoais, é a mesma coisa que querer alimentar bem duas pessoas com apenas um prato de comida. Pode até acontecer, mas na maioria das vezes um deles ou ambos irão continuar com fome. O que o empresário deve fazer é estipular uma quantia fixa pra si como salário, e deixar o lucro para investimentos e o sustento da mesma. Como que alguém que não consegue nem administrar suas finanças pessoais vai conseguir administrar uma empresa. Está para nascer essa pessoa. Ainda bem que você, leitor, não faz isso; ou faz???

domingo, agosto 28, 2005

Let's Begin...

Muitas empreendedores selam seu destino na repetição diária de erros insignificantes, na sua visão, que a longo prazo trazem grandes problemas ao negócio.
Para vocês terem uma idéia disso, posso citar o exemplo de um fumante. Logo que ele começa a fumar não sentirá malefício algum do cigarro, porém, depois um tempo os sinais as conseqüências ficam bem claras, e quanto mais demorado for o diagnóstico, no caso de um câncer por exemplo, muitas vezes não é possível nem reverter a situação.
É com esse intuito que quero auxiliar indiretamente você, empreendedor, na observação e diagnóstico desses erros.
É com esse post que o Consultório Empresarial inicia suas atividades...