sexta-feira, setembro 23, 2005

Cuire avec classe

Vocês acreditam que existem empreendedores que resolvem abrir uma empresa sem conhecer nada sobre o negócio pretendido? Pois existem, e aos montes e eu os chamo de empreendedores Kamikazes.
É como se você quisesse fazer Molho Saboyon sem saber os ingredientes. As chances de alcançar o resultado esperado seriam mínimas. Ahn, já ia me esquecendo, esse molho é recomendado para peixes refinados, de sabor suave, e seus ingrediente são: caldo de peixe, salsa, louro, aipo, gemas de ovo, limão e sal.
A importância de entender o ramo do negócio vai além impedir a morte precoce da empresa e evitar erros no processo de produção, cria uma vantagem competitiva, já que tendo domínio sobre o tema, você estará sempre desenvolvendo o mesmo, e um passo a frente dos outros.
Outra coisa que é muito comum é aquele que sabe todos os ingredientes, mas são sabe quanto tempo eles devem ficar no fogo ou pra que tipo de prato ele serve. Ou você conhece ou não, meio termo é coisa de preguiçoso, e se tem uma coisa que o mercado não aceita é empresas vagabunda.
Espero que tenham aprendido a “lição” de hoje, e não se esqueçam: antes de fazer um prato, dêem uma olhada na receita, afinal, ela não esta lá à toa. Bon Appétit!

quinta-feira, setembro 22, 2005

A cadelinha com sua cria e você em seu mercado de atuação

Diversas vezes já fui questionado o que mata uma empresa, e sempre respondo da mesma maneira: “n” motivos podem matá-la, mas é tudo conseqüência das decisões do empreendedor. Um erro muito comum, e fatal, é iniciar um empreendimento sem analisar o mercado que este estará inserido.
Vamos comparar um determinado mercado com uma cachorrinha que acabou de criar, e cada loja seja um filhote, e ela possa amamentar apenas seis. Se ela tivesse três filhotes cada um teria leite suficiente para acabar com a fome, e se desenvolver mais que o normal. Se tivesse seis não passariam fome, mas não se desenvolveriam como aqueles três. Contudo, se fossem oito, ou dois morreriam ou quatro passariam fome, pois não haveria leite suficiente para todos. A mesma coisa acontecesse com o mercado, quanto mais lojas mais saturado ele fica.
No interior, que é onde ocorre um descaso ainda maior por parte dos empreendedores, essa prática se torna ainda mais freqüente. Já vi firmas que duraram três meses de existência, outras que duraram um pouco mais, mas mesmo mudando o ramo não conseguiram penetrar no outro mercado. Confesso que alguns poderiam até ser considerados especialistas e relatar de maneira muito mais “técnica” que a minha, tamanha a experiência no assunto.
Assim como tudo, desde que seja diagnosticado no principio, até nesses casos existe um remédio, e sua fórmula é bastante simples: faça o que as outras empresas não fazem. Invista nos seus pontos fortes e torne os pontos fracos das concorrentes os seus fortes. Crie um diferencial, algo atrativo, que chame a atenção dos consumidores, enfim, seja o que os outros não são.

A importância da fidelização dos clientes

Toda vez antes de atender mal um cliente, pense em quanto ele poderia gastar no seu negócio na vida toda, certamente você vai chegar e atendê-lo com o maior sorriso no rosto. Mas vai que você ta num dia mal humorado, sua vida pessoal ta ruim, o Rex morreu, sua mulher te traiu com o português da venda, analisando melhor o Juninho até que ele lembra o gajo, e para completar, o cheque especial está no negativo. Você vai para o trabalho morrendo de raiva. Mal abre as portas e observa que o teu cliente chato está se aproximando, aquele que põe defeito em tudo, mas compra com você já fazem cinco anos. Só que você está com tanta raiva, que descontaria nele tudo que está entalado na sua garganta... Você imaginou o quanto te custaria perdê-lo, mas mesmo assim continua dizendo que vai socar a cara do desgraçado na hora que ele reclamar que a página dois do caderno da cultura ta borrada, e isso que você sabe que ele nem lê essa parte. Antes de fazer essa besteira, ao invés de imaginar, pegue um papel e faça as contas de quanto ele gastará com você pela vida toda. Você tem uma banca de revistas e todo dia esse fulano gasta dois reais comprando o jornal. Pra ficar um calculo mais simples, vamos supor que todos os anos tenham 365 dias e que o preço seja sempre de dois reais cada jornal, e que esse cliente viva mais 40 anos. Num ano esse cliente chato gastará R$ 730,00 na seu negócio, em média R$ 61,00 por mês. Em quarenta anos ele gastará R$ 29.200,00. Por mais chato que ele seja, certamente eu colocaria meu maior sorriso no rosto e atenderia ele da melhor maneira possível.
A questão é, não importa o negócio que você tenha, o atendimento ao cliente deve ser uma das suas prioridades, e não só na hora da venda, o pós venda é tão importante quanto, isso se não for até mais. Tornar um cliente fiel a sua empresa, ou ao seu produto, não é fácil, mas se você conseguir, certamente você será muito bem recompensado por isso, afinal, ele não comprará só aquilo de você e certamente te recomendará a outros. É a melhor estratégia de marketing que existe.

Você pode estar sendo caçado!

Atenção ditadores de plantão, seus dias nas empresas estão contados, até mesmo os proprietários! Não existe, digo, está em extinção essa liderança ditatorial, nas grandes empresas já não se encontra, restando ainda um grande foco nas micro e pequenas.
Esse tipo de liderança podia até funcionar a algumas décadas atrás, afinal, na maioria das vezes o executivo tinha muito mais conhecimento que o funcionário, afinal, este mal sabia ler e escrever e tinha que ser direcionado dessa maneira. Só que hoje, a maioria dos profissionais no mercado ou tem mais conhecimentos que o aquele ou é especialista em uma área que o chefe não seja tão bom assim.
O líder de hoje é aquele que sabe conduzir uma equipe, ou empresa, aproveitando a capacidade de cada funcionário, transformando a competência do subornado em resultados. Não é porque ele é o líder, que ele tem que ser melhor do que todo mundo. Nos grandes centros, não é difícil achar um gerente que não nem o segundo grau completo, liderando uma equipe de graduados e pós-graduados.
Para quem acompanhou o programa Aprendiz 2 da People and Arts e Record, sabe muito bem o que estou falando. A final foi entre um candidato que sabia conduzir muito bem seus companheiros de equipe e tirar o melhor de cada um deles, e uma excelente profissional, que fez com maestria todas as tarefas pedidas, terminando invicta, só que passava por cima de todo mundo. Eles concorriam a um cargo de executivo e ganhou aquele que sabia lidar com gente. Afinal, a matéria prima da empresa são as pessoas, por mais que aquela candidata fosse mais eficiente, a maneira dela tratar seus subordinados, acabaria desmotivando-os e não compensando os resultados que ela poderia produzir. Imaginem bem: enquanto ela rendesse 200% para a empresa, os outros funcionários renderiam no máximo 100%, enquanto que o outro renderia 100% e os funcionários 150%. É uma conta óbvia, a segunda opção certamente alcançaria melhores resultados para a empresa.
Escolhe o tipo de líder que você deseja ser, mas tome cuidado, dependendo de qual for, pode ter alguém com uma arma apontada a você.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Erro ao quadrado

Muitas empresas têm consciência das conseqüências de um erro, mas pecam em como e onde decidem combatê-lo. É o caso de uma empresa têxtil que visitei.
Quando cheguei à empresa, me chamou a atenção o stress da funcionária que me recebeu, e enquanto aguardava ser atendido pelo empresário, fiquei observando-a.
A mulher não parava! Ela acumulava as funções de vendedora interna, recepcionista e telefonista (trabalhando com aquelas centrais telefônicas e tudo). Seria uma tremenda sacanagem se falasse aqui alguma mal dela, mas com esse acumulo de cargos, só se ela tivesse um clone para conseguir realizar eficientemente todas essas funções. Essa situação se encaixa perfeitamente com o post anterior, no sentido de observar a empresa com mais afinco, mas a solução nesse caso seria a contratação de alguém.
Voltando ao assunto deste, comecei a ler o quadro de avisos, que é um dos melhores lugares para você começar a analisar a empresa, pois sempre há informações úteis, e um deles continha um texto semelhante a este: “Não demorem em suas ligações, estamos perdendo 30% das vendas por esse motivo”.
Só que o problema não estava na demora das ligações, e sim no acúmulo de funções sobre a telefonista. Nos tempo que fiquei aguardando, a empresa perdeu três ligações que contei, isso em alguns minutos. Imaginem no decorrer do dia, da semana, do mês.
Conduzir uma empresa é o mesmo que dirigir um carro, se você não sentir o carro como uma extensão do seu corpo, você nunca vai identificar a tempo um defeito/problema que este possa estar tendo. E no caso de você não conseguir resolvê-lo, mande pra um especialista. Afinal trocar o pneu é fácil, mas vai tentar fuçar no motor pra você ver no que vai dar...

segunda-feira, setembro 05, 2005

Aumentar produtividade com contratação, nem sempre uma boa opção!

Foi se o tempo que a quantidade funcionários era fator essencial para produtividade. Quando criança, um dos meus sonhos era construir um grande império industrial com o máximo de funcionários que pudesse contratar, achando que isso era o suficiente para uma produção eficiente e em larga escala. Hoje sei que essa não é a melhor opção, mas existem muitos empreendedores que ainda pensam assim, e é sobre um desses que farei relato.
Trata-se de uma empresa familiar de venda e manutenção de equipamentos eletrônicos. Conheço o proprietário e os funcionários há anos, respectivamente o pai e o casal de filhos. O Pai ficava com vendas externas, a filha no atendimento e vendas internas, e o rapaz na manutenção e visitas externas.
Há uns três meses fui fazer um pedido e fiquei surpreso ao ver mais um funcionário na empresa. Quando retornei para buscar o que havia comprado, achei o proprietário na loja e começamos a conversar sobre o novato. Disse-me que estava lá há um mês, que era um bom rapaz, e que o tinha contratado para dar uma maior autonomia aos filhos para que pudessem realizar outros afazeres externos, resumindo, ele seria o cão de guarda da loja quando os outros dois estivessem fora. Além disso, queria dar mais responsabilidades aos filhos, buscando agilizar e melhorar os processos na empresa.
Conhecendo a empresa como conhecia, comentei que aquilo não era necessário, que seria muito mais vantajoso para ele alocar as responsabilidades em cada um, de maneira que um ficasse com somente com as externas enquanto que o outro ficava com as internas, ou então, fazer um rodízio, para que ambos pudessem aprender as mesmas funções. Ainda alertei que mais um funcionário deixaria os três ociosos demais, o que ia representar numa menor produtividade. Até porque, a demanda da loja era insuficiente para isso. Enfim, ele resolveu arriscar e acabou pagando pelo erro. A empresa não fechou, pagou ao estagiário mesmo.
Esse é um dos erros que costumo comparar com o vírus da AIDS, sua empresa não vai morrer dele, mas a deixará tão enfraquecida, que uma simples “gripe” pode acabar matando-a. Nesse caso, por ser um faturamento “pequeno”, o empresário logo percebeu onde estava o erro, mas se fosse uma empresa maior certamente demoraria muito mais para corrigi-lo, isso se descobrisse. É por isso que recomendo a vocês que analisem muita bem a necessidade da contratação, muitas vezes é muito mais econômico e produtivo atribuir mais funções a alguém do que contratar uma nova pessoa. Para isto, basta observar mais a sua empresa e seus funcionários.

sábado, setembro 03, 2005

Na empresa, planejamento é tudo!

Aquele que nunca fez algo sem planejar não sabe o que está perdendo. Dá uma empolgação, uma jovialidade típica de adolescente, enfim, é revigorante. Contudo, no decorrer dessa aventura pode acontecer alguns imprevistos que podem acabar terminando essa aventura com uma tremenda dor de cabeça, mas as vezes, acaba compensando apesar de tudo que passou, afinal, é uma vez na vida o que tem de mais.
Só que a situação se inverte completamente quando se trata da sua empresa. Administrar sem planejamento é querer fazer uma viagem de 100km, estando o medidor de gasolina do carro com defeito, e você não faz a mínima idéia de quanto de combustível tem. Você correrá um grande risco de ficar na estrada.
Em uma definição bem simples, planejamento é estar preparado para o possa vir acontecer no futuro. É como se fazer uma compra programada, você saberá quanto terá que pagar a durante os meses, e assim controlará seu orçamento.
Conduzir uma empresa sem planejamento é um risco muito grande para o empresário, e é totalmente desaconselhável. Tenham sempre esse pensamento na cabeça de vocês: tudo que fazemos hoje refletirá amanhã no nosso negócio. Mãos a obra, administrem seus negócios com inteligência e não se esqueçam do planejamento!

Minha visão dos fatos políticos.

É impossível não comentar os fatos que estão assolando a política no nosso país. Não quero defender ninguém, mas é ignorante aquele que acha que isso é um assunto isolado do PT. Ou pior, que nossos parlamentares, aliados governistas ou não, não funcionam movidos a dinheiro (os constantes aumentos dos salários e “auxílios-qualquer coisa” deles que respondam por si só). E qual a procedência desse dinheiro? Dói-me o coração dizer que somos nós que pagamos esses absurdos de salários, contudo esses mensalões da vida são provenientes de lobistas (representantes da elite econômica) que “argumentam” aos políticos para aprovação de assuntos que lhes favoreçam, ou veto para os que não.
O que mais me impressiona é o interesse da mídia nesse assunto, o que me vem logo a cabeça o episódio do impeachment do presidente Fernando Collor (que foi eleito e arrancado do governo por ter ido contra as expectativas da esfera prateada). Mas o que teria feito o PT, ou o presidente Lula, que possa estar ocasionando tudo isso?
Vários são os motivos, assim como os interessados neles. Mas dois me chamam mais a atenção. Um deles pode ser porque o governo pretendia adotar um sistema de "censura light" o que não foi aceito pelo STJ, mas se fosse aprovado, atingiria em cheio os jornalistas e a TV manipuladora de massas. Mexeram no vespeiro, agora agüentem as picadas.
Outro seria que a partir de 2006 devem ser votados as cláusulas que interessam os EUA na ALCA (que inicia-se light já em janeiro de 2006), e com a reeleição de Lula, seria um obstáculo aos interesses norte americanos (por mais que o ele tenha se mostrado mais de centro-esquerda do que outra coisa, ainda acredito que ele defenderia muito mais nossos interesses do que um governo de direita, leia-se PSDB e PFL). Outro assunto que preocupa os americanos é a proximidade do presidente brasileiro com Hugo Chávez e Fidel Castro, que são seus inimigos confessos e poderiam se fortalecer com a entrada do líder da América do Sul. A imprensa entraria nisso como meio enfraquecimento do governo, o que não está acontecendo, e poderia ser recompensada com prêmios internacionais (a Rede Globo foi indicada a um prêmio comparado ao Oscar por uma reportagem pelo jornal nacional, mas até a publicação deste não encontrei nada que pudesse confirmar isso) ou incentivos fiscais e financeiros no próximo governo.
Talvez esses nem sejam os motivos, e possa estar escrevendo "teorias de conspiração" aqui, como pode também haver algo muito superior por trás disso tudo. O que nós não podemos fazer é nos ater somente aos fatos publicados na mídia, pois se realmente fosse favorável a população, não estaria sendo veiculado diariamente da forma que está sendo. Vamos esperar pra ver se tudo não acaba em pizza, e independente disso, votar com sabedoria nas próximas eleições.