segunda-feira, agosto 29, 2005

A muvuca das contas.

Esses dias conversava com um micro-empresário, quando o responsável pelo departamento financeiro levou o talão de cheques da empresa para assinar e assim enviar o boy a sua jornada de pagamentos.
Até aquele momento tudo estava aparentemente normal, é comum os micro-empresários acumularem todas as funções decisivas neles mesmos. O problema foi quando o proprietário perguntou se naquele total já estavam incluídas as contas de água e energia elétrica da casa dele e a anuidade do colégio dos filhos.
Esse pra mim é um dos principais erros das micro e pequenas empresas. A partir do momento que o fluxo de caixa vira uma extensão do cheque especial da pessoa física, o empresário perde toda a noção dos reais resultados obtidos pela empresa.
Quando isso acontece, enquanto ele não separar as obrigações das pessoas física e jurídica da conta de pagamentos da empresa, não adianta empréstimos, financiamentos, nem ganhando na mega sena ele vai conseguir livrar a empresa do fantasma da falência. Até porque, nos custos dos produtos/serviços não estão incluídos tais despesas, e assim o lucro que o empresário esperava não será alcançado.
Assim como ele não tem essa separação das contas, nada impede que ele faça novas contas, e é o que geralmente acontece. Depois ele ainda reclama do Joãozinho, o técnico da manutenção, que vive avisando o patrão que precisa fazer investimentos que as máquinas "tão indo pro pau", e este sempre manda o pobre funcionário se virar, pois a empresa tá no vermelho e a produção não pode parar; ou então fala mal da Mariazinha, que chega atrasada, confesso, mas que faz seu trabalho render por dois. E assim como esses, demite outros dez bons funcionários e acha que seu problema estará resolvido. Pelo contrário, piora...
Ele então consegue um empréstimo bancário, e acha que sua firma está salva, com juros entre 60%/ano. Alivia momentaneamente a situação da empresa, com certeza, mas quando termina aumenta ainda mais aquele "bolo".
Agora, além das contas da empresa, do empresário e participam dessa “festa” as obrigações do empréstimo, com juros sobre juros, que aumenta, e aumenta...
E o empresário tentando resolver o problema, cortando funcionários, custos de matéria-prima, enfim, tudo que pode... e continuando a pagar as contas do seu cartão de crédito com o dinheiro da empresa, digo, com o limite do cheque especial dela.
Aposto que se a coitadinha fosse viva, ela procuraria um emprego ou então se suicidava, porque assim não há cristão, evangélico, muçulmano, etc, que agüente. Quando chega nesse ponto, já não existe muita coisa a se fazer. Ou o empresário diminui seu padrão de vida e tenta salvar a empresa, o que dificilmente acontece, ou ele fecha e acaba assim com mais uma pessoa jurídica morta no nosso país.
Enfim, misturar contas da empresa com as pessoais, é a mesma coisa que querer alimentar bem duas pessoas com apenas um prato de comida. Pode até acontecer, mas na maioria das vezes um deles ou ambos irão continuar com fome. O que o empresário deve fazer é estipular uma quantia fixa pra si como salário, e deixar o lucro para investimentos e o sustento da mesma. Como que alguém que não consegue nem administrar suas finanças pessoais vai conseguir administrar uma empresa. Está para nascer essa pessoa. Ainda bem que você, leitor, não faz isso; ou faz???

domingo, agosto 28, 2005

Let's Begin...

Muitas empreendedores selam seu destino na repetição diária de erros insignificantes, na sua visão, que a longo prazo trazem grandes problemas ao negócio.
Para vocês terem uma idéia disso, posso citar o exemplo de um fumante. Logo que ele começa a fumar não sentirá malefício algum do cigarro, porém, depois um tempo os sinais as conseqüências ficam bem claras, e quanto mais demorado for o diagnóstico, no caso de um câncer por exemplo, muitas vezes não é possível nem reverter a situação.
É com esse intuito que quero auxiliar indiretamente você, empreendedor, na observação e diagnóstico desses erros.
É com esse post que o Consultório Empresarial inicia suas atividades...