Ainda são muito comuns as indústrias que mantém estoques exorbitantes, ou aquelas lojas que estão abarrotadas de produtos, muitos dos quais ela vai passar o ano todo e não venderá todos. Esses empreendedores são os típicos viciados em estoque. Sentem prazer em ver tamanha quantidade de matéria-prima ou as prateleiras cheias de produtos, e não ficam satisfeitos até verem todos os espaços vazios preenchidos. Claro que existem casos de falta de conhecimento e inexperiência, mas a questão é que isso também é uma doença empresarial.
Além dessa, só há outras duas maneiras de se perder dinheiro: comprar algo que você nunca irá usar e sair por aí rasgando, ou queimando, suas cédulas. Por mais que você acabe vendendo a mercadoria um dia, os custos que você teve: estocando (porque eles existem), a desvalorização do produto e do capital investido, entre outros, farão com que não consiga recuperar o dinheiro empregado e sem contar os gastos adicionais.
Não estou falando também para não terem estoques, mas analisem fatores como: a demanda do produto, o intervalo médio entre a realização do pedido até a entrega da mercadoria, a demanda diária dela, ou a média semanal, para aí sim fazerem optarem pela quantidade a ser comprada, levando em consideração ainda um tanto a mais, como segurança (o chamado: “estoque de segurança”, cuja função é manter a funcionalidade da produção caso algum problema, ou atraso, aconteça com a entrega).
O recomendado é que faça algum curso em administração de estoques, ou que alguém que conheça o assunto o ajude a definir a quantidade ideal da sua empresa, pois ela varia de negócio a negócio. Um bom curso é aquele que ensinará você a analisar:
• A reserva, ou seja, o ponto onde você deverá fazer o pedido de compras;
• Se será viável comprar uma quantidade superior, mesmo com preços promocionais;