segunda-feira, outubro 31, 2005

Estoques também podem ser prejudiciais!

Tivemos um período de grande inflação, como no caso de 1988, no qual chegou a aproximadamente 1000% ao ano. Nessa época os empresários utilizavam os estoques como vantagem competitiva e assim utilizar a inflação a seu favor, assim como consumidores que economizavam quantias consideráveis com isso. Felizmente isso acabou, mas acho que nem todos foram avisados.
Ainda são muito comuns as indústrias que mantém estoques exorbitantes, ou aquelas lojas que estão abarrotadas de produtos, muitos dos quais ela vai passar o ano todo e não venderá todos. Esses empreendedores são os típicos viciados em estoque. Sentem prazer em ver tamanha quantidade de matéria-prima ou as prateleiras cheias de produtos, e não ficam satisfeitos até verem todos os espaços vazios preenchidos. Claro que existem casos de falta de conhecimento e inexperiência, mas a questão é que isso também é uma doença empresarial.
Além dessa, só há outras duas maneiras de se perder dinheiro: comprar algo que você nunca irá usar e sair por aí rasgando, ou queimando, suas cédulas. Por mais que você acabe vendendo a mercadoria um dia, os custos que você teve: estocando (porque eles existem), a desvalorização do produto e do capital investido, entre outros, farão com que não consiga recuperar o dinheiro empregado e sem contar os gastos adicionais.
Não estou falando também para não terem estoques, mas analisem fatores como: a demanda do produto, o intervalo médio entre a realização do pedido até a entrega da mercadoria, a demanda diária dela, ou a média semanal, para aí sim fazerem optarem pela quantidade a ser comprada, levando em consideração ainda um tanto a mais, como segurança (o chamado: “estoque de segurança”, cuja função é manter a funcionalidade da produção caso algum problema, ou atraso, aconteça com a entrega).
O recomendado é que faça algum curso em administração de estoques, ou que alguém que conheça o assunto o ajude a definir a quantidade ideal da sua empresa, pois ela varia de negócio a negócio. Um bom curso é aquele que ensinará você a analisar:
• A quantidade de estoque a ser comprada e qual deve ser o estoque de segurança;
• A reserva, ou seja, o ponto onde você deverá fazer o pedido de compras;
• Se será viável comprar uma quantidade superior, mesmo com preços promocionais;
Esteja alerta, administrar suas compras é tão importante quanto qualquer outro processo dentro da empresa.

terça-feira, outubro 25, 2005

O desafio de se autodesafiar

A máxima “vou para aonde a maré me deixar” apresenta outro erro muito comum das pequenas empresas. O fato de você não interferir no destino da mesma certamente diminuirá qualquer chance de sucesso. O prazer de se dirigir um negócio está no ciclo:

  1. estabelecimento de metas futuras;
  2. planejamento das medidas que serão aplicadas e dos possíveis riscos;
  3. desenvolvimento de estratégias (tanto para um ambiente favorável e outro nem tanto);
  4. execução e acompanhamento do plano;
  5. na análise dos resultados obtidos, e definição de novos objetivos.

Obviamente que para que isso seja implantado na empresa, é fundamental que você tenha controle sobre as informações dos departamentos de sua empresa, ou então, que sejam decididas numa reunião com todos os gerentes e responsáveis, já que cada setor tem seus potenciais e limitações e deve ser levado em questão e analisado cuidadosamente. Não adianta você querer aumentar as vendas, se a produção não atende essa demanda e vice-versa.
Exemplos disso podem ser: aumento de faturamento de um mês para outro, diminuição de custos ou despesas, aumento da margem de contribuição (diferença entre receitas e custos), aperfeiçoamento de processos, entre outros.
Crescemos na vida nos autodesafiando, e se o fizer na sua empresa, de maneira sensata e planejada, não será diferente.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Empresa como um filho

Constituir uma empresa é muito mais do que trabalhar por si próprio. É preciso amar o que faz, conhecer muito bem o ramo pretendido e ter pulso firme para administrar responsabilidades cada vez maiores. É estar preparado para acertar, como também pra errar e começar do zero, e o principal, estar disposto a trabalhar muito.
A empresa é como um bebê, que depende de você pra tudo, além de frágil e imprevisível, quando você menos esperar ela pode estar precisando de seu total esforço para reverter uma situação. Contudo, por mais arriscado que seja, as recompensas que dela podem vir são infinitas. Só que tenha consciência que você não chegará nem perto dela sem dedicação e trabalho duro.
Esteja preparado para sacrificar fins de semana, gastos supérfluos, entre outros fatores que seduzem os futuros empreendedores. Essa visão de que os grandes empresários vivem sob sombra e água fresca é equivocada. Quanto maior a empresa, maiores serão as responsabilidades e desafios dos seus proprietários, e muitas vezes os benefícios de ter uma empresa gigante não recompensam a ausência da família, entre outros.
Portanto, se você quer abrir um negócio apenas por abrir, ou buscar algum tipo de refúgio nele, não o faça, pois estará pondo o mesmo em grande risco de vida.

sábado, outubro 22, 2005

Modelo de Controle Financeiro para micro-empresas

A inexistência de um planejamento financeiro é muito mais freqüente do que muitos imaginam. Assim como as empresas que o fazem mas não relacionam e muito menos interpretam os resultados obtidos nesse controle, jogando fora um precioso material.
Esse assunto dominou a minha caixa de e-mail, muito dos quais questionando como começar esse controle Financeiro, e até mesmo das finanças pessoais. A partir disso, resolvi montar um modelo simples, que desse uma noção a esses empreendedores.
Contudo, para não confundir a cabeça de quem está conhecendo isso pela primeira vez, enfoquei apenas na implementação do modelo, incentivando uma interpretação também básica do mesmo. Claro que se você que tem um departamento financeiro na sua empresa, ou um profissional específico para isso, talvez lhe sirva apenas para comparação, e olhe lá, às vezes nem isso. Agora se você NÃO faz uma administração de movimentação de caixa, contas à pagar e receber ou controle bancário, ele é essencial a sua empresa.
Da mesma maneira que procurei deixar claro no modelo, faço o mesmo aqui, lá está contido o primeiro passo de um processo que deve ser levado a diante. O propósito disso tudo é estimular o aprendizado e fazer com que você desenvolva suas habilidades como gestor, aumentando assim a qualidade de vida do seu negócio, assim como o seu prazer em administrá-lo.
Façam bom uso do mesmo, e para aqueles que tiverem dúvidas, ou entrem em contato comigo ou peçam ajuda a alguém que conheça. Preste bastante atenção nas considerações inicial e final.

1. O arquivo pode ser copiado por aqui: http://rapidshare.de/files/18203040/Controle_Financeiro.zip.html
(na página que entrar, clique no botão free, você irá a outra página. Espere os 21 segundos e clique no nome do arquivo com o botão direito do mouse e salvar como)

2. Ele está compactado no formato zip e contem dois arquivos, um que explica como utilizar e para que serve, e outro com tabelas em branco para a sua utilização. Se não tiver nenhum programa para descompactá-lo, pode baixar um aqui.

3. O programa para visualização do modelo é o acrobat reader, se você não o tiver, pegue o aqui.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Excelente funcinonário problema

Em primeiro lugar quero aproveitar e agradecer a Raquel por participar do processo produtivo do blog, a sua dúvida é a minha matéria-prima. Obrigado!
Um dos maiores desafios dentro da empresa está na administração de pessoal. Lidar com funcionário é complicado porque o que agrada um, não surte o mesmo efeito em outro. Mesmo que ambos compartilhem de uma mesma idéia, a maneira que cada um a interpreta é diferente. O que por si só já exige que cada caso seja analisado individualmente. Só que o “x” da questão não está nisso, e sim nas conseqüências da sua atitude no indivíduo, na equipe e nos demais funcionários.
O recomendado é que problemas envolvendo: funcionário e funcionário, funcionário e cliente, funcionário e empresa (Cultura Organizacional) ou cliente e empresa, tenham os seguintes pontos levados em consideração: o que levou a acontecer isso (não somente o problema em si) e a opinião de ambos os lados.
Claro que fatores como reincidência ou grande número de reclamações agilizam bastante a tomada de decisão, mas o que fazer quando se trata de um excelente empregado?
Eis alguns passos que podem ser seguidos:

  1. Primeiramente, análise a freqüência e a gravidade do problema;
  2. Se aproxime dessa pessoa, não estou falando em virar o melhor amigo dela, apenas interaja mais, seja simpático e demonstre interesse. O objetivo disso é fazer com que ela se abra quando vocês forem discutir aquele assunto;
  3. Escute e entenda o que ela tem a dizer, a dificuldade pode não estar nela e sim na outra pessoa;
  4. Daquilo que foi relatado, repita o que você entendeu e confirme com ela se é realmente isso (pode ser repetido nos próximos passos);
  5. Tente ir além do problema. Ele sempre vai estar relacionado a causas internas (insatisfação com o trabalho, diferenças dentro da empresa, etc) ou externas (família, situação financeira, entre outros);
  6. Seja honesto e objetivo;
  7. Pergunte como ele solucionaria isso. Se for algo que não possa ser feito, negocie com ele e sugira algo, o importante é que ambos saiam satisfeitos;
  8. Se mesmo assim os problemas continuarem o desligamento da empresa passa a ser uma hipótese a ser estudada.

Reflita sobre isso:
“Assim como certas pessoas tiram o seu melhor, outras o seu pior, mas só você pode tirar o melhor do pior de alguém. É uma questão de entender de onde ela vêem e como trabalhar com ela”.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Depois dizem que o ponto não faz diferença!

Vocês sabiam que por volta de 4% dos novos empreendimentos não vão pra frente por causa da má localização? A escolha do lugar é um fator tão importante quanto os demais, e portanto, deve ser muito bem analisado. Ou quer arriscar vender sorvete no Pólo Norte e aquecedores na África. Claro que esses exageros são mais para fixar essa idéia, mas pensa bem, será que uma loja de grife iria para frente se estivesse na periferia, ou o inverso, as chances de ambas fracassarem seria muito grande, por mais que o ponto comercial em si fosse ótimo, talvez não seja tão bom assim para o seu tipo de negócio ou para o seu mercado de atuação.
E não estou falando apenas do espaço físico, não. Você compraria em uma loja virtual cujo endereço fosse de um domínio público, como o cjb.net, entre outros? Se fosse um valor inferior a R$ 20,00 poderia até comprar. Contudo, e se fosse um valor muito superior, será que compraria? A maioria não. Ah, quero aproveitar e deixar claro que não tenho nada contra os aqueles que utilizam os serviços desses domínios gratuitos, contudo, com os níveis de fraude na Internet, os domínios registrados (nome.com.br) trazem uma maior segurança ao consumidor.
No caso de industrias, quando mais longe você estiver da fonte da matéria-prima e do seu principal mercado consumidor maior o preço de venda, o que será uma desvantagem contra um concorrente que esteja mais próximo. Um exemplo disso é você abrir uma empresa de água de coco no Rio Grande do Sul, sendo que o principal mercado consumidor é a região sudeste, e no nordeste se encontram os principais produtores. Se você não fizer um milagre nos seus custos de produção, nunca conseguirá entrar competitivo nele.
Então, antes de ir alugando qualquer espaço, pense bem se esse lugar, ou essa região, pode prejudicar de alguma maneira o seu negócio.

domingo, outubro 16, 2005

Vamos aumentar o feedback?

O objetivo do blog Consultório Empresarial é de estimular o interesse dos empresários e empreendedores a análise do próprio negócio na busca do aperfeiçoamento nos processos e na gestão empresarial.
Da mesma maneira que falo sobre temas que acho pertinentes, gostaria que você também sugerisse algum, ou mandasse alguma dúvida e até mesmo alguma situação para análise.
Assim como falo a todos que me escrevem, a consulta virtual não possui a mesma eficácia daquela feita pessoalmente, contudo procurarei indicar alguns pontos para possível verificação, algumas dicas ou até mesmo recomendar algum serviço especializado.
Pode criticar, elogiar, fazer sugestões, mandar um oi, o que você quiser.
O e-mail é: consultorioempresarial@gmail.com , estarei esperando...

sábado, outubro 15, 2005

Aprendendo a aprender

Fala se muito em estimular o empreendedorismo, mas nada relacionado à educação do empreendedor. Isso se reflete nas altas taxas de mortalidade empresarial do nosso país. Em média 50% das empresas fecham suas portas após dois anos de atividade, e 60% após quatro anos. Essas taxas são altas demais, principalmente se levarmos em conta os prejuízos financeiros, psicológicos e sociais que isso acarreta.
Tal ambiente se agrava mais devido à falta de uma conscientização coletiva em prol dos serviços de consultoria e apoio empresarial, sendo que em muito dos casos o empresário acaba procurando esse profissional quando seu negócio já está em fase terminal, restando poucas alternativas para inverter a situação.
Assim como existem meios de prevenir certas doenças, podemos fazer o mesmo com aquilo. Órgãos como: Sebrae, Senac, Senai, entre outros, disponibilizam cursos, palestras, informações e diversos outros serviços importantíssimos para o bom funcionamento do seu negócio. Em alguns casos até gratuitos e à distância (como é o caso do IPGN, Análise e Planejamento Financeiro e o Aprendendo a Empreender; todos do sebrae). Esse é o tipo de investimento que você e seu negócio precisa, faça a sua parte!

Sites relacionados:
http://www.sebrae.com.br/ Site nacional do SEBRAE, no site do seu estado você encontrará os cursos disponíveis na sua região.
http://educacao.sebrae.com.br/ Site dos cursos online prestados pelo sebrae, com informações de cursos presenciais.
http://www.senac.br/ Site nacional do SENAC, no site do seu estado você encontrará os cursos disponíveis na sua região.
http://www.senai.br/ Site nacional do SENAI, no site do seu estado você encontrará os cursos disponíveis na sua região.

Obs: EAD é o termo utilizado para educação à distância, você podera encontrá-lo nessas páginas.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Ansiedade, o mal de todo empreendedor

Outro erro muito comum dos empreendedores é querer investir no principio do negócio, seja com a compra de um equipamento ou de um bem, sendo que o negócio nem saiu do papel ou ainda não tem sustentabilidade suficiente para arcar com tal compromisso.
Desse posso falar por experiência própria. Há alguns anos atrás, na ânsia de começar logo um negócio, acabei comprando um aparelho que me beneficiaria bastante no que estava pretendendo, porém, o negócio acabou não vingando e tive que achar outra finalidade para aquele que havia comprado. Por mais que tivesse capital pra adquiri-lo, foi um capital mal aplicado e que não me trouxe retorno algum, o que de certa forma me inspirou no trabalho que faço atualmente.
Só que existem casos piores que o meu, de pessoas que financiam, ou emprestam, para comprar algo que julgam importante para o negócio, e muitas vezes ele não é tão essencial assim, e acabam perdendo o capital emprestado e o próprio bem.
O bom é investir no negócio conforme a necessidade, e este submetido a um projeto de viabilidade e planejamento, tanto financeiro como operacional. Estejam alertas com essas miragens que aparecem em nosso caminho, o cenário pode ser paradisíaco, mas você pode acabar achando seu túmulo lá.